A nostalgia produtiva.


Hoje, depois de milênios, me deparei com blogs e publicações das mais variadas naturezas, que fiz há mais de 10 anos atrás. Nada mais natural que batesse aquela certa dose de nostalgia daquela época em que tudo parecia desprovido de um senso de responsabilidade e inocência. Mas na verdade, o que me surpreendeu foi o fato de ainda restar tanto daquela “Hyvi” na “Ivy” de hoje e, o quanto de mim, já havia nela. Pode parecer estranho falar assim de mim mesma, mas voltar no tempo e se deparar com uma versão sua, é sempre uma viagem impressionante.
Em pouco mais de uma década, a escrita deixou de fazer parte do meu entretenimento e cotidiano, deixou de ser aquela boa e velha desabafada e se tornou profissionalizada e, um tanto quanto mais traumática. Muitos daqueles sonhos infantis sumiram, outros se consolidaram; e uma Ivy mais preocupada com a consciência política e o senso comunal; hoje posso dizer que sou uma pessoa muito mais responsável e ocupada dos futuros rumos daquilo que desejo como uma sociedade justa e inclusiva.
A “Hyvi” causou um impacto tão profundo, que a “Ivy” deixou de fazer sentido e voltei aos seus braços com muita felicidade, junto à isso, voltou também a vontade de assumir a escrita como parte de quem sou. (Não que eu já não viesse nesse processo, mas hoje ele se consolidou de maneira mais sistemática e catártica!)
Nesse modesto cantinho, pretendo fazer algumas análises, resenhas dos textos que estou lendo, e tudo mais que me aprouver! Espero que vocês acompanhem essa nova fase, que enxergo como uma síntese, a superação materialista histórica dialética daquelas duas Hyvi’s. Estou ansiosa para deixar tudo bonito e agradável àqueles que fizerem parte dessa jornada!
Sejam todes bem vindes! 


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